sexta-feira, 8 de julho de 2011

Reprises


Desde sua chegada ao Brasil em 1983, o seriado vinha sendo reprisado, até que episódios novos apareceram em 1988. E posteriormente, em 1990 e 1992, os últimos lotes de episódios foram comprados pelo SBT. Alguns desses episódios foram exibidos apenas uma vez nessa época e/ou deixaram de ser exibidos, não voltando até os dias atuais, e são chamados de episódios perdidos. Durante muito tempo houveram ideias de que essas fitas foram perdidas ou, até mesmo, foram reutilizadas em outras gravações:
  • Quando os episódios chegaram ao Brasil, não vinham inteiros e prontos para serem exibidos, mas sim em partes, obrigando a equipe de dubladores e editores que prepararam a série para o Brasil a montar todos os episódios. Ao final das montagens, sobravam partes de episódios e, inclusive, vinhetas de propagandas, que foram também dubladas. Foram exibidas em alguns especiais do SBT, dando a impressão de que a emissora possuía esses episódios. Este detalhe também explica porque episódios como "O festival da boa vizinhança", "A venda da vila" e "Um astro cai na vila" que ainda podem ser assistidos, estão incompletos, faltando para os dois primeiros a última parte, e para o último, a primeira parte. Também é considerável o episódio "O cãozinho do Quico", composto de três partes, teve sua dublagem inicial substituída por outra, em que a terceira parte já não era mais anunciada. Entretanto, em 2007, o SBT exibiu essa terceira parte, perdida desde 1988, mas lançada em DVD pela Imagem Filmes com dublagem original e exibido de modo aparentemente ilegal pela Ulbra TV.
  • A segunda explicação é mais hipotética: quando o programa foi produzido no México, foi usada uma tecnologia de edição muito antiga: efeitos de sobreposição de imagens primitivo, áudio separado em cartucho e filme de baixa qualidade. Alguns episódios que deixaram de ser exibidos, devem ter tido problemas, como defeito no cartucho de áudio da dublagem (para isso, alguns episódios tiveram de ser redublados), ou mesmo danificações no filme (em alguns, a imagem danificada é substituída por outra do mesmo episódio, ou, muito raramente, de outros).
A questão, que foi explicada no Festival SBT 30 Anos, é a seguinte: Em todos os quatro lotes - 1983, 1988, 1990 e 1994 - foram recebidos aproximadamente 250 episódios. Entretanto, aproximadamente 40% destes (cerca de 100) tinham como alguma das suas características terem histórias/enredos repetidos, defeitos na fita, má qualidade na imagem, entre outros problemas, o que os impede de serem exibidos normalmente, como acontece com os 150 episódios restantes. Concluíndo: os episódios existem e estão no arquivo, mas por esses problemas, eles não são exibidos.
  • Novas temporadas de Chaves seriam adquiridas pelo SBT mais adiante. No entanto, não obtiveram o mesmo sucesso das primeiras. Uma das prováveis teorias para o fato diz que a causa está relacionada aos dubladores antigos do seriado. O dublador do personagem Chaves, Marcelo Gastaldi, faleceu em 1995. Ele, junto ao dublador de Quico, Nelson Machado, seriam responsáveis parciais pelo sucesso do seriado mexicano no Brasil, pois, como tradutores do seriado, buscaram sempre preservar o sentido e o humor das piadas originais. Além disso, de maneira original, teriam conseguido traduzir com fidelidade a maior parte das músicas compostas por Chespirito. Também transformaram a História do México em História do Brasil nos episódios de escola.
  • O programa chegou a ser retirado da programação do SBT no ano de 2003 após 19 anos no ar, mas em apenas um mês logo voltou, devido em parte ao grande número de fãs, e com uma novidade: o retorno de alguns episódios não exibidos desde 1992.
Em 2003, Chaves foi vendido em VHS e a revista "TV y Novelas começou a oferecê-los como parte de seus pacotes de assinatura. Em 2005foi lançado pela Imagem Filmes o DVD O Melhor do Chaves, que contou com cinco episódios com a dublagem original da Maga. No mesmo ano, a distribuidora Amazonas Filmes lançou o primeiro de uma série de boxes de DVDs. São três DVDs por caixa, sendo sempre um deChaves, outro de Chapolin e outro de Chespirito. Os episódios, em sua maioria inéditos, foram dublados pelo Estúdio Gábia e contou com o apoio do Fã-Clube Chespirito Brasil na adaptação dos textos. Até o momento, oito boxes de CH e um de Kiko já foram lançados. No dia 3 de maio de 2010, saiu na “Livraria da Folha” (integrante da “Folha On-Line”) uma matéria escrita e um áudio com o fã das séries “Chaves” e “Chapolin”. Em dezembro de 2009, no evento "Vamos a Chilango com o Polegar Vermelho", um cinegrafista do SBT leu o folder que continha as informações sobre os episódios perdidos, e ao ler com o repórter para ver se a entrevista poderia acontecer, ele disse que o SBT o demitiria se o conteúdo do folder fosse ao ar. Isso quer dizer que o assunto é proibido no SBT.

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